{"id":31080,"date":"2022-08-18T18:05:08","date_gmt":"2022-08-18T18:05:08","guid":{"rendered":"https:\/\/wdev.pogustgoodhead.com\/opinions\/um-comentario-para-a-comunidade-juridica-sobre-a-decisao-de-recurso-da-bhp\/"},"modified":"2022-08-18T18:05:08","modified_gmt":"2022-08-18T18:05:08","slug":"um-comentario-para-a-comunidade-juridica-sobre-a-decisao-de-recurso-da-bhp","status":"publish","type":"opinions","link":"https:\/\/wdev.pogustgoodhead.com\/pt-br\/opinions\/um-comentario-para-a-comunidade-juridica-sobre-a-decisao-de-recurso-da-bhp\/","title":{"rendered":"Um coment\u00e1rio para a comunidade jur\u00eddica sobre a decis\u00e3o de recurso da BHP"},"content":{"rendered":"<p><span data-contrast=\"auto\">Uma vez rotulado &#8220;o maior elefante branco da hist\u00f3ria das ac\u00e7\u00f5es de grupo&#8221;, o Tribunal de Recurso em <\/span><i><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">Municipio de Mariana &amp; Ors v BHP Group plc e BHP Group Ltd <\/span><br \/>\n<\/i><span data-contrast=\"auto\">[2022] EWCA Civ 95 (<\/span>Senten\u00e7a<span data-contrast=\"auto\">) afirmou a jurisdi\u00e7\u00e3o dos tribunais ingleses para ouvir as reivindica\u00e7\u00f5es de cerca de 202.600 requerentes no Brasil a respeito do colapso da Barragem do Fund\u00e3o.&nbsp;<\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<h3 aria-level=\"1\"><b>Antecedentes do desastre da barragem da Mariana<\/b><\/h3>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Em 5 de Novembro de 2015, a Barragem do Fund\u00e3o no Brasil Oriental entrou em colapso, causando o pior desastre ambiental de sempre no Brasil (o <\/span>Colapso<span data-contrast=\"auto\">). A barragem armazenou rejeitos de min\u00e9rio de ferro e foi operada como uma joint-venture entre duas empresas brasileiras, a Vale SA (<\/span>Vale<span data-contrast=\"auto\">) e BHP Billiton Brasil Ltda (<\/span>BHP Brasil<span data-contrast=\"auto\">), atrav\u00e9s de um ve\u00edculo de propriedade conjunta (50\/50), Samarco SA (<\/span>Samarco<span data-contrast=\"auto\">) <\/span>.  <\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O Colapso libertou cerca de 40 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de res\u00edduos t\u00f3xicos no rio Doce, matando 19 pessoas, causando um grande n\u00famero de impactos e danos ambientais maci\u00e7os espalhados ao longo de centenas de quil\u00f3metros.&nbsp;<\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Em resposta, foi iniciada uma s\u00e9rie de processos no Brasil contra a Vale, BHP Brasil, e Samarco (<\/span>Empresas Brasileiras<span data-contrast=\"auto\">) procurando repara\u00e7\u00e3o para as v\u00edtimas do Colapso. De notar que a Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica e o Procurador-Geral da Rep\u00fablica iniciaram, cada um, uma forma de &#8220;ac\u00e7\u00e3o colectiva&#8221; denominada A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica (<\/span>CPA<span data-contrast=\"auto\">): os 20 mil milh\u00f5es de CPA e os 155 mil milh\u00f5es de CPA, respectivamente.<\/span><span data-contrast=\"auto\">1<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Em Julho de 2016, as partes do CPA de 20bn acordaram o Termo de Ajustamento de Transac\u00e7\u00e3o e Conduta (<\/span>TTAC<span data-contrast=\"auto\">), que criou a Funda\u00e7\u00e3o Renova; uma funda\u00e7\u00e3o privada sob o controlo das empresas brasileiras atrav\u00e9s da qual estas deviam levar a cabo medidas para remediar os efeitos ambientais do Colapso e fazer compensa\u00e7\u00f5es.  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Foram tamb\u00e9m iniciados outros procedimentos no Brasil, tanto ao abrigo dos 20 e 155 mil milh\u00f5es de CPAs (por exemplo, os Eixos Priorit\u00e1rios, o Sistema Novel) como sob a forma de lit\u00edgio civil geral.<\/span><\/p>\n<h3 aria-level=\"1\"><b><span data-contrast=\"auto\">Hist\u00f3ria processual&nbsp;<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":180,\"335559740\":259,\"335559991\":567}\">&nbsp;<\/span><\/h3>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Os Requerentes<\/span><span data-contrast=\"auto\"> iniciaram um processo em Inglaterra em Novembro de 2018 contra os propriet\u00e1rios finais da BHP Brasil &#8211; BHP Group plc (agora BHP Group (UK) Ltd) e BHP Group Ltd (<\/span>Requeridos)<span data-contrast=\"auto\">). Em todos os momentos materiais, os Requeridos operaram em conjunto como uma \u00fanica entidade econ\u00f3mica sob uma estrutura de empresa com cota\u00e7\u00e3o dupla, com conselhos de administra\u00e7\u00e3o compostos pelos mesmos indiv\u00edduos, uma estrutura unificada de gest\u00e3o executiva e objectivos comuns.  <\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Os Requerentes perseguem tr\u00eas causas de ac\u00e7\u00e3o contra os Requeridos ao abrigo da lei brasileira:  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">a) responsabilidade estrita como poluidores indirectos nos termos da Lei do Ambiente<br \/>\nb) responsabilidade com base em culpa nos termos do C\u00f3digo Civil<br \/>\nc) responsabilidade como accionistas de controlo nos termos da Lei das Sociedades Comerciais.  <\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Em Agosto de 2019, os Requeridos solicitaram a anula\u00e7\u00e3o ou a suspens\u00e3o do processo ingl\u00eas por quatro motivos:<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">a) abuso de processo, particularmente na medida em que os procedimentos ingleses foram &#8220;in\u00fateis e esbanjadores&#8221;<br \/>\nb) Artigo 34\u00ba, reformula\u00e7\u00e3o de Bruxelas, particularmente no que diz respeito aos procedimentos paralelos no Brasil<br \/>\n<\/span> c) <i><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">f\u00f3rum n\u00e3o-conveniens<br \/>\n<\/span><br \/>\n<\/i><span data-contrast=\"auto\">d) gest\u00e3o de processos (<\/span>requerimento dos arguidos<span data-contrast=\"auto\">) <\/span>.  <\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O caso principal dos R\u00e9us foi que deveriam ser processados no Brasil, se \u00e9 que deveriam, de todo, ser processados num novo CPA que poderia ent\u00e3o ser consolidado com, e ouvido como parte do CPA de 155bn. Alternativamente, os Requeridos alegaram que estavam aptos a intentar ac\u00e7\u00f5es civis individuais intentadas pelos tribunais locais brasileiros.<\/span><span data-contrast=\"auto\">  Como tal, o processo ingl\u00eas foi considerado in\u00fatil e duplicado, tendo em conta as vias de recurso no Brasil.  <\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>O <span data-contrast=\"auto\">Requerimento dos Requeridos foi ouvido em primeira inst\u00e2ncia pelo Sr. Juiz Turner (<\/span>Turner J<span data-contrast=\"auto\">). Em 9\u202fNovember 2020, Turner J deferiu o Requerimento dos Requeridos e sustentou que o processo ingl\u00eas deveria ser anulado ou suspenso com base nos quatro fundamentos (<\/span>Decis\u00e3o do Turner J<span data-contrast=\"auto\">).<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Os Requerentes (ou Apelantes) solicitaram permiss\u00e3o para recorrer (<\/span>PTA<span data-contrast=\"auto\">) da Decis\u00e3o da Turner J (<\/span>Pedido de PTA<span data-contrast=\"auto\">) em duas ocasi\u00f5es. O pedido de PTA foi inicialmente recusado por Turner J, em Janeiro de 2021, por todos os 15 motivos.<\/span><span data-contrast=\"auto\">  e depois novamente nos jornais de Coulson LJ, em Mar\u00e7o de 2021.  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Os Requerentes tomaram ent\u00e3o a medida excepcional de pedir a anula\u00e7\u00e3o da recusa da Coulson LJ ao abrigo do CPR 52.30 (<\/span>52.30 Requerimento<span data-contrast=\"auto\">) <\/span>.  <\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O Tribunal de Recurso deferiu o pedido 52.30 e deferiu ainda o pedido PTA, dada a consider\u00e1vel sobreposi\u00e7\u00e3o entre as quest\u00f5es levantadas pelo pedido 52.30 e a quest\u00e3o de saber se o PTA deve ser deferido.<\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<h3 aria-level=\"1\"><b><span data-contrast=\"auto\">A senten\u00e7a de recurso&nbsp;<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":180,\"335559740\":259,\"335559991\":567}\">&nbsp;<\/span><\/h3>\n<p><span data-contrast=\"auto\">A 8 de Julho de 2022, o Tribunal de Recurso &#8211; Vice-Presidente Underhill, Popplewell LJ e Carr LJ &#8211; permitiu unanimemente o recurso dos Requeridos e indeferiu o pedido dos Requeridos por todos os motivos.&nbsp;<\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O Ac\u00f3rd\u00e3o come\u00e7a com uma an\u00e1lise aprofundada da complexa teia de processos existentes no Brasil. Dado o caso prim\u00e1rio dos arguidos<\/span><span data-contrast=\"auto\">o Tribunal considerou no par\u00e1grafo [93] ff as quest\u00f5es se:  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">i) a CPA de 155 mil milh\u00f5es de CPA seria retomada e, em caso afirmativo, quando<br \/>\nii) poderia ser iniciada uma nova CPA contra os Requeridos no Brasil e, em caso afirmativo, se poderia ser consolidada com a CPA de 155 mil milh\u00f5es<br \/>\niii) os Requeridos poderiam processar os Requeridos nos tribunais locais brasileiros.  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Tendo analisado as respectivas provas das partes, o Tribunal concluiu que: (i) havia uma possibilidade real de os 155 mil milh\u00f5es de CPA levarem mais de uma d\u00e9cada a resolver (em [110])<br \/>\nii) havia uma incerteza consider\u00e1vel sobre se os Requerentes poderiam prosseguir uma nova CPA contra os Requeridos no Brasil (em [122])<br \/>\niii) processar os Requeridos nos tribunais locais no Brasil era pouco prov\u00e1vel que fosse uma alternativa atraente a uma nova CPA (em [130]).  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Neste contexto e numa vis\u00e3o geral dos poderes de gest\u00e3o de processos dos tribunais ingleses em rela\u00e7\u00e3o ao Contencioso de Grupo (ver [134]-[142]), o Tribunal voltou-se para o Requerimento dos Requeridos.  <\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<h3 aria-level=\"2\"><b><span data-contrast=\"auto\">Abuso de Processo<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":180,\"335559740\":259,\"335559991\":567}\">&nbsp;<\/span><\/h3>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O tribunal tem o poder de retirar uma queixa v\u00e1lida quando h\u00e1 um abuso de processo ao abrigo do CPR 3.4(2)(b). No contexto do processo de recurso, o Tribunal confirmou que o seu papel em rela\u00e7\u00e3o aos abusos era o de determinar &#8220;se o Juiz alcan\u00e7ou ou n\u00e3o a resposta certa&#8221;.&nbsp;<\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Quanto \u00e0s categorias de abuso, embora reconhecendo que n\u00e3o estavam fechadas, o Tribunal identificou tr\u00eas categorias bem estabelecidas:<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">i) <\/span><i><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">Henderson<\/span><br \/>\n<\/i><span data-contrast=\"auto\"> abuso<br \/>\nii) ataque colateral<br \/>\niii) procedimentos in\u00fateis e in\u00fateis. <\/span> <\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">N\u00e3o obstante, o Tribunal tratou-o como &#8220;<\/span><i><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">axiom\u00e1tico de que uma queixa apresentada por um requerente, que n\u00e3o \u00e9 em si abusiva, n\u00e3o pode tornar-se abusiva apenas porque outros requerentes optaram por apresentar queixas abusivas<\/span><br \/>\n<\/i><span data-contrast=\"auto\">&#8221; (em [176]). Por outras palavras, o Tribunal confirmou que deve ser adoptada uma abordagem individual para cada reclamante e que &#8220;(&#8230;)<\/span><i><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">os litigantes n\u00e3o devem ser privados das suas alega\u00e7\u00f5es sem um exame escrupuloso de todas as circunst\u00e2ncias e a menos que o abuso tenha sido suficientemente claro<\/span><br \/>\n<\/i><span data-contrast=\"auto\">&#8221; (em [178]).&nbsp;<\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Aplicando estas considera\u00e7\u00f5es, o Tribunal confirmou (em [179]) que a decis\u00e3o de Turner J tinha falhas e estava errada em cinco aspectos principais e, consequentemente, determinou de novo se os procedimentos ingleses eram abusivos:&nbsp;<\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b><span data-contrast=\"auto\">Incapacidade de gest\u00e3o (princ\u00edpio):<\/span><\/b><span data-contrast=\"auto\">  O Requerimento dos Requeridos baseou-se na alega\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria de que os procedimentos ingleses eram in\u00fateis e esbanjadores. N\u00e3o obstante, Turner J sustentou que os procedimentos ingleses eram abusivos, antes de mais nada, por &#8220;irreparavelmente incontrol\u00e1veis&#8221;.  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O Tribunal rejeitou a &#8220;irreparabilidade irredim\u00edvel&#8221; como uma forma de maldade abusiva identificada nas autoridades. Para o Tribunal, o processo ingl\u00eas foi uma utiliza\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria e adequada dos seus processos e qualquer \u00f3nus que tais processos possam representar para o Tribunal foi considerado como n\u00e3o constituindo uma base independente para abusos, particularmente porque estas reivindica\u00e7\u00f5es discut\u00edveis eram por quantias significativas. De facto, mesmo que o processo paralelo no Brasil tivesse dado origem a complica\u00e7\u00f5es, o Tribunal disse que tais complica\u00e7\u00f5es n\u00e3o seriam abusivas; no m\u00e1ximo, podem justificar o exerc\u00edcio de poderes de gest\u00e3o de processos.&nbsp;&nbsp;<\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b><span data-contrast=\"auto\">Incapacidade de gest\u00e3o (facto)<\/span><\/b><span data-contrast=\"auto\">: A segunda quest\u00e3o era se Turner J estava certo ao concluir que os procedimentos ingleses eram (clara e obviamente) &#8220;irremediavelmente incontrol\u00e1veis&#8221;. Para o Tribunal, era prematuro esperar que os Requerentes apresentassem propostas detalhadas de gest\u00e3o de casos numa fase t\u00e3o precoce do processo (e, em qualquer caso, os Requerentes tinham oferecido algumas sugest\u00f5es preliminares). Al\u00e9m disso, o Tribunal decidiu que Turner J n\u00e3o tinha realizado a an\u00e1lise escrupulosa necess\u00e1ria para manter a sua conclus\u00e3o de que o &#8220;<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">risco &#8220;agudo&#8221; de &#8220;contamina\u00e7\u00e3o cruzada incessante&#8221;.<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">&#8221; dos procedimentos tornou o processo imposs\u00edvel de gerir. O Tribunal identificou oito raz\u00f5es que minaram as conclus\u00f5es de Turner J, incluindo a de que:  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">i) nenhum dos Requerentes ou Requeridos foi parte no CPA 155bn; de facto, 58 requerentes de elevado valor foram mesmo exclu\u00eddos do \u00e2mbito do CPA 155bn<br \/>\nii) os 155 mil milh\u00f5es de CPA tinham ficado retidos desde Mar\u00e7o de 2017<br \/>\niii) nenhum dos Requeridos procurava uma solu\u00e7\u00e3o contra os Requeridos no Brasil.  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Embora admitindo que algumas reclama\u00e7\u00f5es individuais possam ter de ser revistas &#8220;ao longo da linha&#8221;, incluindo por refer\u00eancia a <\/span><i><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">Henderson <\/span><br \/>\n<\/i><span data-contrast=\"auto\">o Tribunal considerou que a possibilidade de tais quest\u00f5es surgirem n\u00e3o as torna abusivas com base no facto de as reclama\u00e7\u00f5es serem incontrol\u00e1veis.&nbsp;<\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">Bruxelas Reformulada \/ <\/span><br \/>\n<\/b><b><br \/>\n  <i><br \/>\n    <span data-contrast=\"auto\">f\u00f3rum non conveniens<\/span><br \/>\n  <\/i><br \/>\n<\/b><b><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\"> factores<\/span><br \/>\n<\/b><span data-contrast=\"auto\">: Como parte da sua avalia\u00e7\u00e3o da incontrolabilidade, Turner J baseou-se, em primeira inst\u00e2ncia, no &#8220;risco de julgamentos inconsistentes&#8221; e no &#8220;desafio da l\u00edngua&#8221; (ou seja, factores normalmente considerados no \u00e2mbito da &#8220;Brussels Recast \/ <\/span><i><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">f\u00f3rum non conveniens<\/span><br \/>\n<\/i><span data-contrast=\"auto\">). O Tribunal foi efusivo em rejeitar a considera\u00e7\u00e3o de tais factores geralmente sob a doutrina do abuso. O Tribunal aceitou tais considera\u00e7\u00f5es pode apoiar a conclus\u00e3o de um prop\u00f3sito colateral impr\u00f3prio ou de abuso de ass\u00e9dio injusto, ou apoiar uma suspens\u00e3o da gest\u00e3o do processo.  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">No entanto, para os aplicar de outra forma em rela\u00e7\u00e3o ao abuso, foi considerado:<br \/>\ni) infringir a natureza obrigat\u00f3ria do artigo 4, reformula\u00e7\u00e3o de Bruxelas<br \/>\nii) contornar impermissivelmente o funcionamento do direito comum <\/span><i><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">f\u00f3rum non conveniens<\/span><br \/>\n<\/i><span data-contrast=\"auto\"> princ\u00edpios.&nbsp;<\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">Sem sentido e desperdi\u00e7ador<\/span><br \/>\n<\/b><span data-contrast=\"auto\">: O Tribunal aceitou que uma ac\u00e7\u00e3o devidamente fundamentada pode, em princ\u00edpio, ser abusiva se for (clara e obviamente) in\u00fatil e esbanjadora.<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Contudo, considerando novamente o argumento principal dos Requeridos de que o processo ingl\u00eas era in\u00fatil e esbanjador, dadas as vias de &#8220;repara\u00e7\u00e3o integral&#8221; no Brasil, o Tribunal fez tr\u00eas observa\u00e7\u00f5es preliminares:  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">i) \u00e9 necess\u00e1ria especial cautela ao considerar o processo como &#8220;in\u00fatil e esbanjador&#8221; quando o requerido \u00e9 processado por direito &#8211; ao faz\u00ea-lo corre-se o risco de minar o direito do requerente de escolher quem processar<br \/>\nii) \u00e9 duvidoso que a repara\u00e7\u00e3o fornecida atrav\u00e9s de esquemas judiciais e extrajudiciais opcionais ou simult\u00e2neos, tais como os do Brasil em que os Requeridos confiaram, possa tornar abusivo o processo ingl\u00eas<br \/>\niii) a avalia\u00e7\u00e3o comparativa das vantagens relativas de procurar repara\u00e7\u00e3o no Brasil baseou-se em provas complexas, que n\u00e3o puderam ser adequadamente consideradas no contexto de uma aplica\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria de strike out.<\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">A posi\u00e7\u00e3o dos &#8217;58<\/span><br \/>\n<\/b><b><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\"> e o seu efeito sobre os outros demandantes<\/span><br \/>\n<\/b><span data-contrast=\"auto\">: Foi comum que 58 dos reclamantes no processo ingl\u00eas foram exclu\u00eddos do \u00e2mbito do CPA de 155bn. N\u00e3o obstante, Turner J adoptou uma abordagem global ao descobrir que as reivindica\u00e7\u00f5es dos Requerentes em Inglaterra eram in\u00fateis e esbanjadoras.  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Para o Tribunal, esta abordagem n\u00e3o teve em conta as diferen\u00e7as materiais entre &#8220;os 58&#8221; e os outros demandantes. De facto, para &#8220;os 58&#8221;, a compara\u00e7\u00e3o entre o processo ingl\u00eas e a repara\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel no Brasil limitou-se a &#8220;repara\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de uma ac\u00e7\u00e3o c\u00edvel no Brasil contra [the Defendants], o que n\u00e3o ocorreu, e repara\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de uma ac\u00e7\u00e3o c\u00edvel contra os [D]efendidos [in England]&#8221;. Como tal, a greve para &#8220;os 58&#8221; falhou necessariamente.&nbsp;<\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">A consequ\u00eancia para o Tribunal foi que as quest\u00f5es de responsabilidade, e quaisquer quest\u00f5es comuns de causalidade ou quantum, ser\u00e3o decididas em Inglaterra em qualquer caso. Por conseguinte, n\u00e3o havia uma base adequada para o Tribunal riscar o resto das reivindica\u00e7\u00f5es dos Requerentes. Permaneceram incertezas significativas e por resolver quanto \u00e0 capacidade dos Requerentes de obterem plena repara\u00e7\u00e3o no Brasil, incluindo no que diz respeito \u00e0 capacidade dos Requerentes de executarem qualquer senten\u00e7a no Brasil contra a Samarco e poss\u00edveis vias de recurso na sequ\u00eancia da reorganiza\u00e7\u00e3o judicial da Samarco.  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Como tal, n\u00e3o se podia dizer que o processo ingl\u00eas fosse obviamente in\u00fatil e esbanjador porque os Requerentes conseguiram claramente obter plena repara\u00e7\u00e3o no Brasil. Al\u00e9m disso, o Tribunal observou que &#8220;[t]aqui [was] uma perspectiva realista de um julgamento que produza uma vantagem real e leg\u00edtima para os requerentes, de modo a superar as desvantagens para as partes em termos de despesas e o interesse p\u00fablico em geral em termos de recursos judiciais&#8221;.<\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":1440,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<h3 aria-level=\"2\"><b><span data-contrast=\"auto\">Artigo 34, Bruxelas Reformulado<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":180,\"335559740\":259,\"335559991\":567}\">&nbsp;<\/span><\/h3>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Os Requerentes processaram a BHP Group plc (<\/span>BHP England)<span data-contrast=\"auto\"> de direito, nos termos do artigo 4 do Regulamento de Bruxelas Reformulado (<\/span>Bruxelas Reformulado<span data-contrast=\"auto\">). Nos termos do artigo 4\u00ba, os arguidos domiciliados na UE devem ser processados no seu Estado-Membro de domic\u00edlio, que neste caso era a Inglaterra, a menos que se aplique uma excep\u00e7\u00e3o relevante. BHP England procurou invocar o artigo 34\u00ba, que prev\u00ea uma excep\u00e7\u00e3o quando os processos est\u00e3o pendentes nos tribunais de um Estado n\u00e3o membro da UE.  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Quando estiverem preenchidas as cinco condi\u00e7\u00f5es limite para a aplica\u00e7\u00e3o do artigo 34\u00ba (ver ac\u00f3rd\u00e3o, [241]), o Tribunal tem o poder discricion\u00e1rio de conceder uma suspens\u00e3o do processo da UE.&nbsp;<\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O Tribunal concordou com Turner J que as duas primeiras condi\u00e7\u00f5es de limiar estavam preenchidas &#8211; nomeadamente, a jurisdi\u00e7\u00e3o baseada no Artigo 4 e uma ac\u00e7\u00e3o pendente perante o terceiro Estado quando os tribunais ingleses foram instaurados (neste caso, o CPA 155bn). O Tribunal, por conseguinte, recorreu \u00e0s tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es restantes estabelecidas nos artigos 34(1)(a)-(c).  <\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">Artigo 34(1)(a) (&#8220;ac\u00e7\u00f5es conexas&#8221;):<\/span><br \/>\n<\/b><span data-contrast=\"auto\"> As partes discordaram quanto ao teste correcto da &#8220;rela\u00e7\u00e3o&#8221; a ser aplicada &#8211; o teste &#8220;geral&#8221; em <\/span><i><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">Sarrio SA v Kuwait Investment Office<\/span><br \/>\n<\/i><span data-contrast=\"auto\"> [1991] AC 32 defendida pelos Requeridos ou a abordagem mais restrita adoptada em <\/span> <i><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">Em re Zavarco <\/span><br \/>\n<\/i><span data-contrast=\"auto\">[2016] Ch 128 e <\/span> <i><span data-contrast=\"auto\">Jalla v Royal Dutch Shell Plc<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\"> [2020]  EWHC 45 (TCC) defendida pelos Requerentes. O Tribunal concordou com Turner J que o teste em<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">  Sarrio<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">  estava correcto e ficaria satisfeito quando fosse desej\u00e1vel que as duas ac\u00e7\u00f5es fossem ouvidas e determinadas em conjunto, a fim de evitar o risco de julgamentos irreconcili\u00e1veis, independentemente de se tratar de uma possibilidade pr\u00e1tica. N\u00e3o obstante, o Tribunal n\u00e3o decidiu em \u00faltima an\u00e1lise sobre esta quest\u00e3o, dado o convite dos Requerentes para prosseguir com base (sem decidir) que a CPA de 155bn era uma &#8220;ac\u00e7\u00e3o relacionada&#8221; ao abrigo do Artigo 34(1)(a).  <\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">Artigo 34(1)(b) (&#8220;julgamento reconhec\u00edvel esperado&#8221;): <\/span><br \/>\n<\/b><span data-contrast=\"auto\">Os Requerentes recorreram da Decis\u00e3o de Turner J com respeito ao Artigo 34(1)(b) sobre dois pontos-chave. <\/span> <\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Em primeiro lugar, os Requerentes afirmaram que esta disposi\u00e7\u00e3o impunha uma dupla condi\u00e7\u00e3o, a saber, que:<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">i) esperava-se, de facto, um julgamento<br \/>\nii) a senten\u00e7a esperada era suscept\u00edvel de reconhecimento e, quando aplic\u00e1vel, de execu\u00e7\u00e3o.  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Em segundo lugar, os Requerentes afirmaram que um julgamento &#8216;assim\u00e9trico&#8217; no Brasil n\u00e3o satisfaria o Artigo 34(1)(b). Tal assimetria ter\u00e1 surgido porque uma decis\u00e3o no processo de 155bn da CPA s\u00f3 seria capaz de ser reconhecida se decidida a favor dos Requerentes.  <\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O Tribunal decidiu pela BHP England em ambos os pontos. Em primeiro lugar, o Tribunal concordou com Turner J que o artigo 34(1)(b) continha um \u00fanico requisito; a saber, que a ac\u00e7\u00e3o pendente era de molde a dar lugar a uma senten\u00e7a capaz de reconhecimento, ou, se aplic\u00e1vel, de execu\u00e7\u00e3o.&nbsp; <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O Tribunal baseou-se, em particular, numa an\u00e1lise textual dos considerandos 23 e 24, e do artigo 34(1)(b), bem como na obten\u00e7\u00e3o de apoio adicional por parte da  <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">travaux pr\u00e9paratoires  <\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">para Bruxelas Recast.&nbsp;  Em segundo lugar, o Tribunal considerou, tal como Turner J, que era suficiente que a decis\u00e3o na ac\u00e7\u00e3o pendente fosse &#8220;capaz&#8221; de reconhecimento.  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Aqui, as partes concordaram que um julgamento no CPA de 155bn contra as empresas brasileiras cumpriria os crit\u00e9rios de direito comum para o reconhecimento. Como tal, n\u00e3o houve necessidade do inqu\u00e9rito factual defendido pelos Requerentes.  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O Tribunal decidiu ainda que, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s 58 ou 13 grandes empresas, a presun\u00e7\u00e3o feita em rela\u00e7\u00e3o ao Artigo 34(1)(a) significava que n\u00e3o se encontravam numa posi\u00e7\u00e3o diferente dos outros requerentes pelo simples facto de n\u00e3o ficarem vinculados pelo ac\u00f3rd\u00e3o CPA 155bn. O Artigo 34(1)(b) foi, portanto, satisfeito em rela\u00e7\u00e3o a todos os Requerentes.  <\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">Artigo 34(1)(c) (&#8220;necess\u00e1rio para uma boa administra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a&#8221;): <\/span><br \/>\n<\/b><span data-contrast=\"auto\">Embora tenham surgido v\u00e1rias quest\u00f5es complexas em rela\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios aplic\u00e1veis a este membro, o<\/span><span data-contrast=\"auto\">&nbsp;O Tribunal notou que a quest\u00e3o cr\u00edtica era se Turner J estava certo de que uma &#8220;esperar para ver&#8221; era necess\u00e1ria para uma administra\u00e7\u00e3o adequada da justi\u00e7a. A este respeito, o Tribunal salientou a necessidade de ter em mente que o que estava em considera\u00e7\u00e3o era uma interrup\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria, embora potencialmente longa, do processo ingl\u00eas, que ser\u00e1 retomado ap\u00f3s a conclus\u00e3o do CPA de 155bn.<\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O Tribunal concordou com os Requeridos que os factores que pode considerar a este respeito se estendem a qualquer vantagem para as partes ou para o tribunal de uma suspens\u00e3o tempor\u00e1ria (ou seja, a abordagem &#8220;ampla&#8221;), que inclui tanto a poss\u00edvel repara\u00e7\u00e3o que os Requeridos podem receber, aguardando o julgamento no CPA 155bn, como a t\u00edpica  <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">f\u00f3rum non conveniens<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">  considera\u00e7\u00f5es.&nbsp;  O Tribunal observou ainda que a determina\u00e7\u00e3o ao abrigo do Artigo 34(1)(c) foi uma avalia\u00e7\u00e3o, n\u00e3o um exerc\u00edcio de discri\u00e7\u00e3o, e, como tal, deve ser feita de novo independentemente de Turner J ter ou n\u00e3o cometido um erro. N\u00e3o obstante, o Tribunal identificou v\u00e1rios erros cometidos por Turner J, incluindo:&nbsp;<\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">A confian\u00e7a de Turner J no processo de liquida\u00e7\u00e3o que se seguiu \u00e0 CPA de 155bn foi errada porque:  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">i) n\u00e3o puderam recorrer ao Artigo 34, uma vez que os tribunais brasileiros n\u00e3o foram presentemente apreendidos<br \/>\n<\/span><span data-contrast=\"auto\">ii) as quest\u00f5es a decidir (por exemplo, o quantum adequado de danos em qualquer caso individual) n\u00e3o ser\u00e3o determinadas no CPA 155bn. <\/span> <span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O &#8216;pandem\u00f3nio&#8217; que Turner J previu a partir de procedimentos paralelos no Brasil n\u00e3o dizia respeito \u00e0 CPA de 155 mil milh\u00f5es, mas \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o de reivindica\u00e7\u00f5es individuais no Brasil.&nbsp;<\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Tuner J baseou-se no seu racioc\u00ednio no pedido de abuso, que o Tribunal j\u00e1 tinha considerado err\u00f3neo.&nbsp;<\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Voltando de novo \u00e0 quest\u00e3o de saber se era necess\u00e1ria uma suspens\u00e3o, o Tribunal considerou, com base em duas bases alternativas, que n\u00e3o seria necess\u00e1rio para a correcta administra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a suspender qualquer das reivindica\u00e7\u00f5es:&nbsp;<\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">F\u00f3rum n\u00e3o conveniens: <\/span><br \/>\n<\/b><span data-contrast=\"auto\">Pelas raz\u00f5es abaixo expostas, o Tribunal recusou conceder uma estadia ao BHP Group Limited (&#8220;<\/span><b><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">BHP Austr\u00e1lia<\/span><br \/>\n<\/b><span data-contrast=\"auto\">&#8220;) em <\/span><i><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">f\u00f3rum non conveniens<\/span><br \/>\n<\/i><span data-contrast=\"auto\">  motivos. Como resultado, as reivindica\u00e7\u00f5es dos Requerentes contra a BHP Austr\u00e1lia, que s\u00e3o praticamente id\u00eanticas \u00e0s da BHP Inglaterra, progrediriam em qualquer caso em Inglaterra.  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Para o Tribunal, n\u00e3o havia nada em <\/span><i><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">Vedanta<\/span><br \/>\n<\/i><span data-contrast=\"auto\">  que preludiam este resultado. De facto, sustentou que a situa\u00e7\u00e3o inversa se aplicava aqui, em que BHP England procurou confiar no risco de ju\u00edzos irreconcili\u00e1veis como apoio a uma estadia; n\u00e3o que tal risco tenha sido criado pelos Requerentes que optaram por processar BHP Australia em Inglaterra.  <\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b><span data-contrast=\"auto\">Ignorando &#8216;os 13&#8217; e BHP Austr\u00e1lia<\/span><\/b><span data-contrast=\"auto\">: Partindo do princ\u00edpio que o acima exposto estava incorrecto, o Tribunal pesou e equilibrou as desvantagens e vantagens de uma estadia. A desvantagem chave de uma estadia foi considerada como sendo um atraso.  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Como o Tribunal observou, havia uma possibilidade real de que a resolu\u00e7\u00e3o final da CPA de 155bn, a ser retomada, estivesse bem mais de uma d\u00e9cada distante. Adiar ainda mais o processo ingl\u00eas por esta altura, quando o Requerimento dos Requeridos j\u00e1 tinha atrasado o progresso substancial durante tr\u00eas anos, seria, por conseguinte, prejudicial \u00e0 administra\u00e7\u00e3o eficiente da justi\u00e7a e suscept\u00edvel de causar um preju\u00edzo substancial aos Requerentes. Contra esta desvantagem, o Tribunal identificou cinco incertezas primordiais que afectam as potenciais vantagens de uma estadia.  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Em particular, a incerteza quanto ao momento em que o CPA de 155 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares terminaria e, em caso afirmativo, o que resolveria (incluindo a responsabilidade da BHP Brasil), bem como a sobreposi\u00e7\u00e3o limitada nas quest\u00f5es entre os dois processos, o que significa que a utilidade para o Tribunal Ingl\u00eas de tudo o que fosse dito num ac\u00f3rd\u00e3o do CPA de 155 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares seria provavelmente relativamente pequena, na melhor das hip\u00f3teses.&nbsp; <\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<h3 aria-level=\"2\"><b><span data-contrast=\"auto\">F\u00f3rum N\u00e3o Conveniens<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":180,\"335559740\":259,\"335559991\":567}\">&nbsp;<\/span><\/h3>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O <\/span><i><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">f\u00f3rum non conveniens<\/span><br \/>\n<\/i><span data-contrast=\"auto\">  A aplica\u00e7\u00e3o foi (e s\u00f3 p\u00f4de ser) feita pela BHP Austr\u00e1lia, uma vez que n\u00e3o foi capturada pelo Regulamento Reformulado. Em primeira inst\u00e2ncia, Turner J encontrou para BHP Austr\u00e1lia com o argumento de que:  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">i) O Brasil foi o &#8220;f\u00f3rum natural&#8221;, notando factores como o facto de o delito estar a ser cometido no Brasil e a lei que o governa ser a lei brasileira<br \/>\nii) as provas dos Requerentes ficaram aqu\u00e9m do estabelecido de que n\u00e3o se podia fazer justi\u00e7a substancial no Brasil.  <\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O Tribunal considerou primeiro como aplicar as duas fases <\/span><i><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">Spiliada<\/span><br \/>\n<\/i><span data-contrast=\"auto\">  teste onde \u00e9 identificado um f\u00f3rum estrangeiro de jurisdi\u00e7\u00e3o competente, mas \u00e9 incerto se este est\u00e1 dispon\u00edvel na pr\u00e1tica. Tal quest\u00e3o surgiu aqui, uma vez que o caso principal da BHP Australia era que o &#8220;f\u00f3rum alternativo&#8221; era um novo CPA, mas os elementos de prova dos Requerentes indicavam que um novo CPA n\u00e3o estava dispon\u00edvel para eles.  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Para o Tribunal, a abordagem preferida das autoridades e na pr\u00e1tica foi considerar tais considera\u00e7\u00f5es na segunda fase. Quanto a um potencial &#8220;f\u00f3rum alternativo&#8221;, o Tribunal decidiu que o \u00fanico caso realista dos Requeridos era um novo CPA.  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">As duas alternativas identificadas<\/span><span data-contrast=\"auto\">9<\/span><span data-contrast=\"auto\">  foi dito a todos que envolvem uma multiplicidade de processos de responsabilidade, resultando na prolifera\u00e7\u00e3o de tempo, esfor\u00e7o e despesas, e um risco agudo de julgamentos inconsistentes, com poucas, ou nenhumas, das vantagens processuais e de partilha de custos das ac\u00e7\u00f5es de grupo em Inglaterra. Os tribunais de pequenos lit\u00edgios tamb\u00e9m n\u00e3o teriam provas periciais e ficariam sobrecarregados.  <\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O Tribunal passou ent\u00e3o a considerar as duas fases <\/span><i><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">Spiliada <\/span><br \/>\n<\/i><span data-contrast=\"auto\">teste em duas bases alternativas:&nbsp;<\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">Ignorando a queixa contra BHP England:<\/span><br \/>\n<\/b><span data-contrast=\"auto\"> O \u00fanico motivo de recurso dos Requerentes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fase um de <\/span><i><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">Spiliada<\/span><br \/>\n<\/i><span data-contrast=\"auto\">  n\u00e3o se levantou sobre esta abordagem. Como tal, o Tribunal n\u00e3o expressou uma opini\u00e3o final, mas notou dois poss\u00edveis factores que foram potencialmente fatais para a aplica\u00e7\u00e3o da BHP Australia neste membro. Primeiro, a natureza assim\u00e9trica de um novo CPA significava que, se fosse determinado contra os Requerentes, o \u00fanico &#8216;foro&#8217; alternativo &#8211; o processo civil &#8211; era aquele que n\u00e3o passava no teste da primeira fase (ver [<\/span><span data-contrast=\"auto\">24<\/span><span data-contrast=\"auto\">] acima). <\/span> <\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Em segundo lugar, o potencial atraso e incerteza sobre se um novo CPA poderia ser consolidado com o CPA de 155bn poderia significar que n\u00e3o haveria um f\u00f3rum que produziria uma resolu\u00e7\u00e3o vinculativa dos direitos e obriga\u00e7\u00f5es de qualquer das partes.&nbsp;&nbsp;<\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Quanto \u00e0 segunda fase, a conclus\u00e3o do Tribunal de que havia um risco real de que um novo CPA contra os Requeridos n\u00e3o estivesse dispon\u00edvel para os Requeridos no Brasil era essencialmente dispositiva do Requerimento dos Requeridos. Para o Tribunal, o \u00fanico &#8216;f\u00f3rum alternativo&#8217; (ver [<\/span><span data-contrast=\"auto\">23<\/span><span data-contrast=\"auto\">A primeira hip\u00f3tese, a que se referiu acima) era aquela em que havia um risco real de que os Requerentes n\u00e3o pudessem obter justi\u00e7a substancial.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O Tribunal decidiu que o despedimento de Turner J do significado das provas dos Requerentes no ponto &#8220;novo CPA&#8221; foi errado por quatro raz\u00f5es, incluindo  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">i) o Tribunal concordou com os Requerentes que Turner J tinha aplicado o teste errado quando considerou se a justi\u00e7a substancial &#8220;n\u00e3o ser\u00e1&#8221; ou &#8220;n\u00e3o pode&#8221; ser feita no Brasil; em vez disso, o teste adequado foi se existe um &#8220;risco real&#8221; de que n\u00e3o se fa\u00e7a justi\u00e7a substancial<br \/>\nii) Turner J teve em conta uma s\u00e9rie de considera\u00e7\u00f5es irrelevantes, tais como a repara\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel no Brasil e o facto de os Requerentes n\u00e3o terem &#8220;testado a \u00e1gua&#8221;, procurando persuadir o MPF a dar in\u00edcio a um novo CPA.  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Como tal, o Tribunal considerou que os princ\u00edpios necess\u00e1rios para interferir com o exerc\u00edcio do poder discricion\u00e1rio de Turner J foram contratados, e o pedido falhou nesta segunda fase, se n\u00e3o tamb\u00e9m na fase um.  <\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">Considerando a queixa contra a BHP England:<\/span><br \/>\n<\/b><span data-contrast=\"auto\"> A \u00fanica considera\u00e7\u00e3o adicional para o Tribunal sobre esta abordagem foi o \u00fanico argumento dos Requerentes sobre a primeira fase do processo <\/span><i><br \/>\n  <span data-contrast=\"auto\">Spiliada<\/span><br \/>\n<\/i><span data-contrast=\"auto\">. <\/span> <\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Os Requerentes alegaram que Turner J tinha aplicado incorrectamente o princ\u00edpio em  <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">Vedanta<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">  que, quando um requerido \u00e9 pass\u00edvel de ac\u00e7\u00e3o num foro estrangeiro (e apropriado), n\u00e3o \u00e9 um trunfo, embora continue a ser uma considera\u00e7\u00e3o relevante, que o requerente afirma o risco de decis\u00f5es irreconcili\u00e1veis decorrentes da sua persegui\u00e7\u00e3o de outro requerido aqui como de direito.  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O Tribunal rejeitou como irrelevantes v\u00e1rios pontos avan\u00e7ados pelos Requerentes, incluindo  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">i) a natureza qualificada da submiss\u00e3o dos Requeridos \u00e0 jurisdi\u00e7\u00e3o no Brasil<br \/>\nii) que n\u00e3o se tratava de um caso de &#8220;servi\u00e7o fora de jurisdi\u00e7\u00e3o<br \/>\niii) a natureza materialmente id\u00eantica das reclama\u00e7\u00f5es contra os Requeridos.  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Al\u00e9m disso, o Tribunal concordou com Turner J que o risco de decis\u00f5es irreconcili\u00e1veis era irrelevante na aus\u00eancia de uma suspens\u00e3o porque n\u00e3o haveria um processo estrangeiro como resultado directo da prossecu\u00e7\u00e3o do pedido contra um arguido alternativo adequado em Inglaterra.&nbsp; <\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<h3 aria-level=\"2\"><b><span data-contrast=\"auto\">Estadia de gest\u00e3o de casos&nbsp;<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":180,\"335559740\":259,\"335559991\":567}\">&nbsp;<\/span><\/h3>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Tendo encontrado para os Requerentes pelos motivos acima referidos, o Tribunal abordou brevemente a quest\u00e3o de uma suspens\u00e3o da gest\u00e3o do processo. Os inquiridos procuraram uma estadia de gest\u00e3o de casos:<br \/>\ni) em primeira inst\u00e2ncia, pelas raz\u00f5es avan\u00e7adas tanto em rela\u00e7\u00e3o aos seus abusos como \u00e0s aplica\u00e7\u00f5es do artigo 34<br \/>\nii) em recurso at\u00e9 \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o da CPA de 155bn.  <\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Na Decis\u00e3o de Turner J, Turner J sustentou que uma estadia de gest\u00e3o de casos n\u00e3o seria sustent\u00e1vel independentemente das suas conclus\u00f5es com base nos outros fundamentos. O Tribunal concordou com Turner J sobre este ponto. Para o Tribunal, uma suspens\u00e3o da gest\u00e3o do processo n\u00e3o era do &#8220;interesse da justi\u00e7a neste caso&#8221; pelas raz\u00f5es apresentadas a respeito dos abusos e dos pedidos ao abrigo do Artigo 34  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">Tais interesses exigiam, em vez disso, que as reclama\u00e7\u00f5es prosseguissem. Al\u00e9m disso, o Tribunal decidiu que conceder a suspens\u00e3o do cr\u00e9dito contra BHP England seria inconsistente com as Artes. 4 e 34 de Bruxelas Reformulada. Consequentemente, tal como para os outros pedidos, o Tribunal permitiu o recurso e indeferiu este pedido.  <\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<h3 aria-level=\"1\"><b><span data-contrast=\"auto\">Coment\u00e1rios finais&nbsp;<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":180,\"335559740\":259,\"335559991\":567}\">&nbsp;<\/span><\/h3>\n<p><span data-contrast=\"auto\">A Senten\u00e7a confirma que os tribunais ingleses ir\u00e3o adoptar uma defesa firme do princ\u00edpio fundamental do acesso \u00e0 justi\u00e7a. Embora a queixa envolva mais de 200.000 requerentes, o Tribunal decidiu que a queixa de cada requerente deve ser avaliada com base nos seus pr\u00f3prios m\u00e9ritos e n\u00e3o deve ser rejeitada como abusiva sem um &#8220;exame escrupuloso de todas as circunst\u00e2ncias&#8221;.  <\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O Tribunal disp\u00f5e de instrumentos bem estabelecidos de gest\u00e3o de processos para garantir que reclama\u00e7\u00f5es desta natureza possam prosseguir em tempo \u00fatil. O Tribunal duvidou que uma ac\u00e7\u00e3o, independentemente da sua magnitude, pudesse alguma vez ser considerada &#8220;incontrol\u00e1vel&#8221;, de modo a negar a um requerente o seu direito de prosseguir uma ac\u00e7\u00e3o reconhecidamente contest\u00e1vel contra um requerido devidamente citado nesta jurisdi\u00e7\u00e3o. Algumas das cr\u00edticas feitas por Turner J em primeira inst\u00e2ncia, foram consideradas injustas.  <\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span data-contrast=\"auto\">O Senten\u00e7a emite um lembrete sobre a natureza dos desafios \u00e0 jurisdi\u00e7\u00e3o dos tribunais ingleses. O Tribunal observou o atraso que o pedido (totalmente infrut\u00edfero) dos Requeridos implicou, observando que &#8220;\u00e9 desej\u00e1vel que  [such applications]  deve ser resolvido r\u00e1pida e conclusivamente para que as partes possam continuar a incorrer no tempo e custo de perseguir ou defender a reclama\u00e7\u00e3o no f\u00f3rum conhecido sem receio de atrasos ou despesas desperdi\u00e7adas.&nbsp;  Qualquer atraso ou incerteza na atribui\u00e7\u00e3o de jurisdi\u00e7\u00e3o \u00e9, por si s\u00f3, indesej\u00e1vel&#8221;.&nbsp; <\/span><span data-ccp-props=\"{\"201341983\":0,\"335551550\":6,\"335551620\":6,\"335559685\":0,\"335559739\":160,\"335559740\":259}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma vez rotulado &#8220;o maior elefante branco da hist\u00f3ria das ac\u00e7\u00f5es de grupo&#8221;, o Tribunal de Recurso em Municipio de Mariana &amp; Ors v BHP Group plc e BHP Group Ltd [2022] EWCA Civ 95 (Senten\u00e7a) afirmou a jurisdi\u00e7\u00e3o dos tribunais ingleses para ouvir as reivindica\u00e7\u00f5es de cerca de 202.600 requerentes no Brasil a respeito [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":25932,"menu_order":0,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_expiration-date-status":"","_expiration-date":0,"_expiration-date-type":"","_expiration-date-categories":[],"_expiration-date-options":[]},"opinionscategories":[356],"class_list":["post-31080","opinions","type-opinions","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","opinionscategories-environmental-and-international-law-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v20.4 (Yoast SEO v20.4) - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Um coment\u00e1rio para a comunidade jur\u00eddica sobre a decis\u00e3o de recurso da BHP - POGUST GOODHEAD<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Um coment\u00e1rio para a comunidade jur\u00eddica sobre a decis\u00e3o de recurso da BHP\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Uma vez rotulado &#8220;o maior elefante branco da hist\u00f3ria das ac\u00e7\u00f5es de grupo&#8221;, o Tribunal de Recurso em Municipio de Mariana &amp; 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